quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

As Valsas Invisíveis

Estou de endereço novo (já não tão novo):

Eduardo Trindade - As Valsas Invisíveis

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

"Arrasou!"


Era para ter choro. O último piquenique amelístico de 2008 começaria pontualmente às dez e meia, horário de saída da barca, e teria a presença de um grupo de choro (o estilo musical) a bordo. Bem, os chorões simplesmente não apareceram; poderíamos estar começando mal.
Foi melhor assim. Sou fã confesso das músicas de Pixinguinha e companhia, mas, apesar disso, qualquer desavisado veria logo que a empolgação do grupo não combinava com choro algum. E, vejam, só, não é que tínhamos dois violões entre nós? Igor não se fez de rogado. Igor, o cigano (de cabelos longos e camiseta vermelha, poucos epítetos soam tão naturais quanto o do cigano Igor), brindou-nos com os primeiros acordes. Josh manteve o ritmo: a despeito dos gostos musicais diversos (mas nem tão diversos assim, se pensarmos bem), soube tranqüilamente agradar a todos. E até as velhinhas da fila de trás aplaudiram a pequena e espontânea exibição.
No meio do caminho tinha um baobá, tinha um baobá no meio do caminho. Árvore amelística por excelência, recebeu o carinho de todos. E, acima de tudo, recebemos nós a acolhida dos flamboyants, verdadeiros senhores da ilha, repousando majestosamente por toda parte, até mesmo no meio da rua.
Chegamos ao parque. A tão falada grama, sobre a qual estendemos toalhas improvisadas. O céu, contrariando as previsões mais pessimistas, se mantinha tão animador quanto as próprias pessoas. Sob o céu, logo surgiram as guloseimas diversas, afinal, sem guloseimas, não há piquenique. Os sanduíches psicodélicos, na verdade mais saborosos que psicodélicos. O já famoso e disputado rocambole. Amendoins incrivelmente coloridos. Chimarrão, presença marcante e inequívoca nos encontros. Ah, sim, e o tão falado crostoli. O quê, não sabem do que estou falando? Pois deixem que eu explique: cueca-virada! Não houve quem não provasse e aprovasse a cueca-virada, quitute com gosto de infância preparado, modéstia à parte, por eu mesmo.
Que tal o lanche? “Arrasou!” Assim definiria a impagável Deborah (a Deborah do Baunilha, moça de olhos lindos por baixo dos óculos escuros). Aliás, cada novo detalhe era sempre um arraso e, nas palavras dela, arrasava em grau maior ou menor conforme o merecimento. Vocês já viram um arraso superlativo? Pois o grupo viu, gostou e incorporou!
Alexandre, o Alê, o Zen, assumiu as rédeas do jogo de frescobol. Momentos divertidos, sem dúvida, com a bolinha para lá e para cá. Por sorte, o Alê desistiu ou esqueceu de levar a bóia, com o que ficamos todos a uma distância segura da água...
Amélie Poulain apareceu: sorrateira, distribuía caixinhas coloridas e mensagens inspiradoras. Deixou todos encantados e ansiosos: quem seria o próximo a encontrar, dentro de uma mochila ou embaixo de uma bolsa, mais uma caixinha? E quem seria tal Amélie? Afinal, descobrimos: Marcia, a quem não faltaram animação e inspiração.
Phelipe: definitivamente não era dos mais exaltados. Mas não lhe faltavam tiradas muito bem colocadas. Ah, e é quem tem a mãe mais reverenciada pelos comilões: aquele rocambole que ela faz, hummm...
Diva tem uma voz macia, baixinha, parece uma gatinha. Será que esse jeito vem da bichana querida que ela tem em casa?
Mariana, a colorida, moça de um jeito gostoso de falar... Quem mais saberia usar palavras como “convescote” com tanta naturalidade? E quem mais sabe posar, sorrir e rodopiar com aquela simpática sombrinha de frevo?
E a Deborah prima da Mariana, que há muito não é só a prima da Mariana. Começou a participar dos encontros como convidada tímida e hoje está definitivamente enturmada. Mesmo salientando que não participa muito das discussões entre um encontro e outro, sua conversa inteligente é parte integrante do grupo!
Mariana, a amarela, que na verdade é moreninha como a Carolina do livro que se passa em Paquetá... Não satisfeita com participar pela segunda vez dos piqueniques amelísticos, trouxe o Yuri para fazer parte da turma. Yuri quietinho, quietinho, mas que assumiu com desenvoltura o papel de fotógrafo da turma.
Otavia dispensa apresentações. É outra aquisição recente dos nossos piqueniques, mas, com seu jeito decidido, tem chamado para si a responsabilidade de coordenar a organização dos convescotes, do amigo-secreto e do que mais vier...
Eu mesmo, que, é claro, estava lá, às vezes fazendo história, às vezes contando histórias. Alguns já me conheciam pelos meus poemas, Paquetá já me conhecia pelos meus passeios... E um pouco de inovação não faz mal, daí então eu ter apresentado o inusitado morango de astronauta e a prosaica cueca-virada...
Revivemos brincadeiras de infância e descobrimos maneiras inovadoras de se andar de balanço e de gangorra. Subimos ao mirante do parque. Vista bonita, mas o que mais marcou foi que, olhando para onde ninguém olha, reparamos nas pichações. Poesia urbana, corações solitários, casais apaixonados... Entre tudo isso, a filosofia sublime imortalizada pela interpretação oscarizável de Josh se dirigindo à Deborah ruiva: “quem ama cheira o sovaco!”
Thainá, malabarista de mãos, palavras e sorrisos, foi a presença mais aguardada do evento. Finalmente chegou! Com sua arte colorida, sua tímida ocarina e seu arrasador presente para a amiga-secreta Mariana, a colorida. Ah, e ainda trouxe o Thiago, que, apesar de ter ficado pouco tempo, pôde sentir um pouco do clima que reinava na ilha, a começar pela recepção do guia-mirim. Thainá quase ficou sem presente, mas acabou ganhando o melhor de todos: o carinho dos amelísticos – sem contar o tango de Al Pacino no filme que é uma lição de vida.
Ah, claro, no final, teríamos e tivemos um bolo e os devidos parabéns, tudo muito a propósito para o aniversariante Alê. Mas não pensem que ficou só nisso. O parabéns já findava quando ganhamos a colaboração espontânea e gentilmente insistente do Tiozinho Pastor. Louvações para todos os gostos, em ritmos diversos e encarados com muito bom humor. E não é que o pessoal se empolgou, dançou até o Vira e, como se não bastasse, convidou o Tiozinho para a foto oficial, promovendo-o a amelístico honorário?
Um dia como esse não tem como não ser inesquecível. Melhor dizendo: arrasou, no grau máximo possível de arraso!
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Para quem quiser conhecer meu blogue de arte poética:

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

De mudança

Sim, meus queridos amigos, estou de mudança... o que significa que, para publicar meus textos e imagens, vou priorizar o seguinte endereço:
Por que a mudança? Bem, esse espaço, que começou como uma estimulante interferência entre mentes criativas, anda parado - há tempos que eu sou o único a escrever aqui. Assim, prefiro escrever em meu próprio blog, onde tenho mais liberdade de forma e formato... Sem contar que lá já estavam as minhas pinturas, e elas só têm a ganhar com a companhia de textos, fotos e o que mais me ocorrer.
Então... espero que continuem me visitando - a casa é de quem quiser entrar!

Sobre o livro - As Valsas Invisíveis

Quero agradecer a todos que têm apoiado o meu livro de uma forma ou outra - acompanhar esse "meu filho" tem sido uma experiência maravilhosa. Muito obrigado!
Aproveito para informar que As Valsas Invisíveis já tem comunidade no Orkut. Estão todos convidados a participar - entrando, escrevendo, comentando, da maneira que preferirem:
E aqui está o endereço do livro na editora:
Para adquirir o livro, podem deixar um recado para mim ou então acessar essa página da LivroPronto.
E boas valsas para todos nós!

sábado, 2 de agosto de 2008

As Valsas Invisíveis



Hoje eu tenho uma novidade das boas: depois de alguma expectativa, estou lançando meu primeiro livro, As Valsas Invisíveis.
O estilo do livro é o que tenho empregado aqui no blog - aliás, alguns poemas daqui efetivamente fazem parte do livro.
E mais notícias boas: o lançamento será no dia 15, com uma sessão de autógrafos na Bienal do Livro de SP! Assim, fica desde já o convite a quem puder aparecer. A presença de cada um será um grande prazer! Aos que não puderem, fica, mesmo assim, o convite para prestigiar minha obra e divulgar para possíveis interessados.

Então, vamos lá:

O quê: sessão de autógrafos de As Valsas Invisíveis, livro de estréia de Eduardo Trindade
Quando: 15 de agosto às 15h
Onde: Bienal do Livro de SP – Anhembi – estande da editora LivroPronto, na esquina da rua M com a av. 6

Assim que o livro estiver à venda, prometo voltar a informar.
E espero que torçam para que dê tudo certo!

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Poeta


POETA

Menino que se fez homem
mas continua assombrado
pelo poder das palavras.
(por Edu Trindade)

sábado, 28 de junho de 2008

Vida




Fecunda habilmente
o vento
com mãos acrobáticas
de circo.

Semeia audazmente
o seio do poema
com olhos coloridos
de sonho.

Gesta, embala,
colhe, acolhe.

És vida.



(texto e fotografia por Eduardo Trindade)